Não, nós não estamos em 2030 e vocês não são meus filhos e eu não vou contar como eu conheci a mãe de vocês, mas esta história me lembra muito um episódio da primeira temporada de How I Met Your Mother, e vocês vão gostar dessa história
‘Há certas coisas na vida que você sabe que é um erro. Mas você realmente não sabe que é um erro. Porque a única forma de saber que é um erro, é cometer um erro. Olhar para trás e dizer: Sim, aquilo foi um erro. Então, realmente o maior erro seria não cometer o erro.Porque então vai passar a vida inteira sem saber se alguma coisa foi ou não. E eu quero cometer esse erro’.
E sim, eu cometi esse erro. E o pior, esse erro tinha nome, e, diferentemente da tentativa de oito meses para o lance entre Ted e Robin dar certo, a minha tentativa durou seis anos! Seis anos! Mas vamos à história.
Era 17 de abril de 2003, eu tinha 15 anos de idade, estava num role regado a muitas conversas e muita bebida, muita cana pra ser sincera, e muita gente. Nunca tinha saído realmente para beber, mas naquele dia eu queria fazer isso, na verdade, eu realmente queria era fazer parte do grupo, e se eu já tinha vivido experiências alcoólicas só por viver, por quê não beber um pouco com esse pessoal que parecia ser interessante? E lá fui eu cair de cara com a loucura acompanhada da cachaça.
No meio de toda a loucura, eis que tinha um cara: branco, dos olhos verdes, cabelo preto, 1.70 de altura, sardas no rosto, incrivelmente charmoso, e eu, incrivelmente bêbada joguei todo o meu charme pra ele, e advinha só: funcionou! Claro, ele também estava incrivelmente bêbado também [risos] E duas pessoas incrivelmente bêbadas quando juntas, incrivelmente fazem merda, a tal merda me fez voltar pra casa sem as chaves e levar um grande sermão da mamãe.
No dia seguinte eu sabia que precisava falar com aquela pessoa sobre o acontecido, e sobre o que eu gostaria que rolasse, e esse foi o erro número um de toda a história, acabamos nunca mais ficando, e na verdade, nunca mais nos vimos.
O ano foi passando, e eis que de repente, chegamos ao reveillon daquele ano. Ponta Negra.Muitos amigos.Muita areia. Muito mar, e lá estava eu de cara com a loucura novamente, acompanhada da cachaça novamente, e ahhhhhhhhh, incrivelmente bêbada.
E advinha só? No meio de toda a loucura, eis que tinha um cara, um cara incrivelmente bêbado também, isso lhe parece familiar? Yeah? 17 de abril? Cara branco, dos olhos verdes, cabelo preto, 1.70 de altura, sardas no rosto, incrivelmente charmoso?Mas não, não era aquele cara, era um outro cara, e sem sardas, e sem olhos verdes, e sem o incrível charme, mas ele definitivamente tinha seu charme, completamente de 17 de abril, mas tinha.
Beijo vai, beijo vem, uma dose aqui, outras ali, 2003 indo embora, ano novo chegando, e advinha só quem aparece incrivelmente bêbado? Não, não era aquele cara, era um grande amigo meu, mas advinha só quem estava com ele, é aquele cara, 17 de abril, e pense numa situação chata, por um lado eu queria pular nos braços dele e dá-lhe um grande beijo, por outro eu não sabia realmente o que fazer, ainda mais porque eu estava acompanhada, e bêbada, e assim eu cometi o segundo erro desta história, dei um grande abraço nele e disse em seu ouvido: gostaria de estar com você essa noite. [Pausa]
Mano, precisava disso?! Claro que a resposta é não, mas vamos em frente. Depois dessa noite eu passei 912,5 dias acompanhada de 31 de dezembro, e toda vez que eu encontrava 17 de abril era uma situação chata, ou ele dava em cima de mim, ou eu ficava me segurando para dar em cima dele. Fato é que, eu fiquei solteira, e assim, eu e 17 de abril nos demos uma chance. Duas. Três. Quatro. Cinco. Inúmeras chances. E tentativa após tentativa eu tinha a certeza: nunca haverá eu e 17 de abril, apenas eu e a ilusão de ter 17 de abril.
Acabei desencanando completamente dessa história irreal, e assim, dois anos depois, eu com vinte quilos a menos, agora, lindos e ruivos, e claro, solteiros, advinha só quem vem bater em minha porta perguntando se eu estava disponível? É. 17 de abril. Eu quis tentar novamente, em memória dos velhos tempos, mas simplesmente surtei, e caí fora, eu não queria reviver aquele passado, queria novas histórias, novas aventuras, novos erros, e assim, eu segui em frente, e assim eu estou seguindo em frente.E por quê eu tive que esperar seis anos pra descobrir isso? Isso eu não sei, só sei que agora posso olhar para trás e dizer: Sim, aquilo foi um erro, um grande erro.

Engraçado essa história de incrivelmente bêbados!
ResponderExcluirSe eu fosse parar pra pensar tudo isso a respeito da minha vida, certamente encontraria 11 de maio, 15 de junho, acho que 10 de outubro, e por aí vai...
É, tem datas que marcam pra sempre!
:)
Comemoraremos então!
:)))))))))